sábado, 11 de julho de 2009

Um blog na contramão da História

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Tecnologia
Por *Paulo Maurício Machado

Estava na cara, só podia dar errado: o Printed Blog - primeiro e único blog em edição impressa - acabou melancolicamente por falta de investidores. Falido e mal pago, já vai tarde. [...]

Enquanto a imprensa mundial questiona se o futuro ainda suporta o papel e vários jornais, desesperados para sobreviver, se mudam de mala e cuia para sites exclusivos na Internet, um blogueiro maluco dos EUA fez tudo ao contrário: invadiu a pista na contramão, achou que conseguiria acelerar pra lá do monitor e cismou de ter uma edição impressa. O lema era: “Tal como na Internet, só que inflamável”. O fogo apagou esta semana, por absoluta falta de combustível financeiro.

“É com grande tristeza que tenho de anunciar que o Printed Blog deixou de ser publicado por falta de investimentos”, disse Joshua Karp, o autor do mico, num post publicado na quarta-feira. Nele, reconhece que quando apresentou a ideia todos o tacharam de "louco". Parece que tinham razão e que nem toda unanimidade é burra, para contrariar a tese do jornalista e dramaturgo Nélson Rodrigues.

Com distribuição gratuita, o Printed Blog sobrevivia das parcas e raras contribuições dos internautas. Era distribuído em estações de metrô e trens de grandes cidades, como Nova York e Los Angeles. Ele sucumbe, atropelado pela lógica da História, 16 edições desde a fundação, em janeiro, com tiragem total de apenas 80 mil exemplares.

http://www.theprintedblog.com/

[*Paulo Maurício Machado é jornalista e especialista em Teconlogia da Informação]

3 comments

Magui comentou:

Realmente, não dá nem para entender.

Paulo Maurício Machado comentou:

A gente pode dizer, Carlinhos, que foi o primeiro blog "offline" do mundo. E último!

Olhando bem, até que era bacaninha: tinha seis páginas coloridas, de 43,18 cm de altura por 27,94 cm de largura. A impressão era feita em gráficas próximas às estações de embarque e desembarque, a um custo aproximado de 15 mil dólares entre produção e distribuição, POR EDIÇÃO! Como foram 16 números editados quase sem patrocínio algum, dá pra imaginar o tamanho do prejuízo.

Quem mandou o Mister Karp tentar reinventar a roda? Nem sei se é pra rir ou pra chorar.

Carlinhos Medeiros comentou:

Não conhecia, Paulo. O custo de impressão e a falta de patrocínio nestas 'plagas' me fizeram abandonar nosso projeto impresso.

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