Carlos Eduardo Lins da Silva, atual ombudsman da Folha, publicou um artigo na própria Folha intitulado: “É simples saber se a ficha de Dilma é falsa”. E nele, incrivelmente, o jornalista coloca o jornal em situação vexatória. Primeiro ele diz que o jornal, "em termos tortuosos, sugeriu que ainda há dúvida sobre a fidedignidade do documento porque o original cuja reprodução ele publicara não foi examinado" e dá como solução a Folha entregar o e-mail original e a fonte. Lascou.
Vejam a íntegra:[...]
De Carlos Eduardo Lins da Silva, ombudsman:
Pela quarta vez, volto ao tema da reportagem de 5 de abril em que reprodução de suposta ficha criminal da ministra Dilma Rousseff dos tempos da ditadura foi publicada.
Depois de a ministra ter contestado que a ficha fosse autêntica, o jornal reconheceu não ter comprovado sua veracidade. Considerei insuficientes as justificativas para os erros cometidos e sugeri uma comissão independente para apurá-los e propor alterações de procedimentos para evitar repetição.
A Redação, no entanto, considerou a averiguação encerrada. Na semana retrasada, a ministra me enviou laudos por ela contratados que atestam a falsidade do documento.
Ao noticiar a existência dos laudos no domingo, o jornal, em termos tortuosos, sugeriu que ainda há dúvida sobre a fidedignidade do documento porque o original cuja reprodução ele publicara não foi examinado.
Se a Folha quer mesmo esclarecer o assunto, é simples: deve identificar a fonte que lhe enviou eletronicamente a ficha (assim, o público avaliará sua credibilidade) e instá-la a fornecer o documento original para exame de peritos isentos e pagos pelo jornal.
Só isso elucidará o caso, embora para leitores especializados em artes gráficas, nem seja necessário. Alguns me mandaram material convincente para comprovar a fraude.
Um deles, André Borges Lopes, diz que "trata-se de falsificação tão grosseira que qualquer técnico do departamento de arte do jornal poderia detectar os indícios de fraude em cinco minutos de análise". (sic)
Eu disse aqui que se solicitarem o e-mail verão que ele não existe. Foi montado na redação.









1 comentário
Esse é um dos episódios mais ridículos das últimas décadas. Já não consigo entender por que a Folha insiste em pôr em dúvida as conclusões límpidas e atestáveis por qualquer um, de qualquer orientação político-ideológica. É uma farsa. Ponto. O mistério agora mudou de escopo. É por que a Folha insiste em manter esse assunto em discussão quando poderia simplesmente dizer "eu não sabia, desculpa, tchau".
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