Sempre ouvi minha avó dizer: numa discussão entre duas pessoas há sempre duas opiniões antagônicas que devem ser respeitadas. E uma terceira...
Além dos dois pontos de vista dos debatedores, há um terceiro a ser refletido e que pode estar com a razão. [...]
Podemos chegar a alguma conclusão ouvindo apenas uma versão dos fatos? E se estiver distorcida? E se forem suprimidas informações importantes que nos dariam uma visão mais ampliada sobre o assunto? Sabem o que acontece com os tolos que emprenham pelos ouvidos? Aqueles que concluem suas análises ouvindo apenas uma versão? Acabam parindo dragões.
Os dragões, nesse caso, são suspeitas infundadas, desconfiança, juízo mal formado que geram acusações levianas, prejulgamentos inadequados, causando enormes prejuízos a si aos outros, material e imaterial como malquerenças, infartos e outras mazelas.
Isso acontece em todos os seguimentos da sociedade. É comum nos deparamos com tolos que, ao escutar determinada versão de um fato tiram logo suas conclusões mesquinhas, típicas de mentes deformadas, e nem se dão ao luxo de querer escutar a outra parte para balizar seu senso crítico de justiça.
Ok, ok, mas isso não deveria ser assim na profissão de jornalista. Na faculdade aprende-se que devemos esmiuçar ao máximo as versões dos fatos, ouvindo as partes envolvidas para que não se cometa injustiças, a ponto de publicarmos notícias facciosas, sem fundamentos, trazendo danos irreparáveis à honra e à propriedade.
Vejam o caso da Escola Base. É apenas um exemplo do péssimo jornalismo que é feito no Brasil, e de pessoas que emprenham pelos ouvidos e parem dragões.
Ávidos por notícias escandalosas, para venderem suas
E assim caminha a humanidade.
E você aí, quando é que vai separar o ouro do cascalho???
As frase filosóficas:
"Os tolos que emprenham pelos ouvidos acabam parindo dragões" e "É impossível garimpar o ouro sem remover o cascalho" - são de minha autoria, portanto deem os devidos créditos ao citá-las, pois não?










